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Rodadas internacionais da Mercopar abrem portas em 15 países para empresas brasileiras

Projeto Comprador Internacional reúne 31 compradores da América Latina e da África em Caxias do Sul, abrindo mercados para micro e pequenos empreendedores
Por Sebrae RS
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A 35ª Mercopar coloca as micro e pequenas empresas brasileiras no centro da mesa com o mundo. As rodadas de negócios do Projeto Comprador Internacional, realizadas nesta quarta-feira (21), reuniram 31 compradores de 15 países, da América Latina à África. No total, foram cerca de 120 empresas vendedoras inscritas, a maioria micro e pequenos negócios.

“A expectativa é a melhor possível. A gente vem, ano a ano, ampliando o número de compradores internacionais”, diz Lucas Benites, responsável pelas rodadas internacionais da Mercopar. “A expectativa é termos as maiores rodadas de negócios internacionais de todas as edições”, completa.

Diferentemente do ano passado, quando a feira recebeu compradores de 11 países, a edição de 2026 ampliou o mapa: além dos tradicionais parceiros latino-americanos, o evento trouxe dois representantes do continente africano – um da África do Sul e um de Ruanda.

Entre os compradores, histórias como a de Maximiliano Omar Baldini mostram o peso da aproximação. Assessor técnico comercial da Tekmatic, fabricante argentina de freios industriais, ele veio à Mercopar pela primeira vez – e também ao Brasil, apesar da vizinhança. “Nunca tinha viajado, não tive oportunidade”, conta.

O objetivo era claro: encontrar potenciais distribuidores para o portfólio da empresa na Argentina. “Viemos buscar distribuidores para atender o nosso portfólio de produtos”, explica.

O balanço do primeiro dia surpreendeu Baldini positivamente. “Há um segmento de fabricação de acoplamentos que me interessa muito, porque não há distribuidor dessa marca no país e vai ao encontro do meu portfólio”, revela. A aposta também mira setores em expansão no país vizinho: “Hoje, na Argentina, crescem a indústria mineradora e a petroleira. Talvez possamos fazer sinergia entre as nossas empresas”.

Da Guatemala, Manrique Barahona, CEO da Contec Industrial, representa um mapa bem definido: América Central e Caribe. “Nós trabalhamos por meio de representações no mundo e somos distribuidores na região. Decidimos vir para cá buscar alianças dentro da nossa linha de negócios”, conta.

A primeira impressão da feira convenceu. “Vê-se muita tecnologia, muita diversidade e inovação, que acho que é o mais importante que vimos. Nos pareceu muito bom como parceiros para os nossos países. Da lista que temos, pelo menos 30% das empresas me interessam para estudar e ver de que forma nos tornamos parceiros delas”, analisa.

Para os expositores, o dia de rodadas virou vitrine de resultados. A Inova, indústria de Caxias do Sul, chegou com nove reuniões confirmadas e saiu com uma agenda ainda maior. “Acabamos falando com 13 empresas, todas muito interessadas em fazer negócios e ver onde aplicar o nosso produto”, conta Oliver Campos, da área comercial.

E esse otimismo tem base. “Temos uma probabilidade muito alta de fechar negócios, porque todos os compradores vieram buscar algo de utilidade para eles e a Inova é flexível para produzir e desenvolver uma solução”, projeta Campos, estimando que mais de 50% das conversas devem virar oportunidade de implementação no mercado.

Mercopar leva o pequeno negócio para o mundo

Por trás dos encontros, existe um trabalho de curadoria. Benites explica que a diversificação de segmentos é uma diretriz: “Buscamos compradores que possam adquirir a maior gama de produtos possível dentro dos segmentos que a Mercopar atende, para não excluir indústrias importantes”.

O objetivo central, porém, é outro: dar protagonismo a quem dificilmente alcançaria mercados externos sozinho. “Esses eventos muitas vezes não alcançam o pequeno empresário. Poder trazer empresas de continentes diferentes demonstra que tentamos ampliar as oportunidades ao redor do mundo”, afirma.

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