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Economia Azul avança na Região Sul e prepara expansão para outras áreas do RS

Projeto do Sebrae RS articula quatro municípios do Sul gaúcho para fortalecer a economia do mar, o turismo e a inovação
Por Sebrae RS
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Transformar o potencial dos recursos hídricos e costeiros em oportunidades de desenvolvimento econômico e social é o objetivo do projeto de Economia Azul do Sebrae RS, iniciado há cerca de três anos e atualmente em expansão pela Região Sul. A iniciativa começou em Rio Grande e avança para Pelotas, Camaquã e São Lourenço do Sul, com ações voltadas à qualificação de empreendedores, ao fortalecimento da governança local e ao estímulo a negócios relacionados à atividade marítima e lagunar, ao turismo, à gastronomia e à inovação.

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A origem do trabalho em Rio Grande está na visão de futuro construída pelo Grande Pacto Pela Inovação, movimento que estabeleceu como meta tornar o município uma referência internacional em Economia Azul nos próximos dez anos. A partir dessa articulação, o Sebrae RS passou a apoiar iniciativas para desenvolver atividades econômicas relacionadas aos recursos aquáticos e aproveitar as vocações da região.

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“O Projeto de Economia Azul tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento territorial por meio de iniciativas que fortaleçam a economia local e aproveitem as vocações e transformações da região, em conexão com movimentos como a retomada do Polo Naval, a Bacia de Pelotas, a ponte entre Rio Grande e São José do Norte e a implantação da nova fábrica da CMPC”, explica Ciro Vives, gerente de Marketing do Sebrae RS.

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Entre as ações estão consultorias para meios de hospedagem, iniciativas de valorização da gastronomia ligada aos frutos do mar, oficinas para desenvolvimento de cardápios e participação de empresas em feiras e eventos. O projeto também apoia negócios de grupos sub-representados em Rio Grande, ampliando as possibilidades de inclusão produtiva.

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Na avaliação de Álvaro Fossati, gestor de Projetos de Comércio, Serviços e Economia Azul do Sebrae RS, o trabalho está em fase de consolidação. Entre os avanços, ele destaca a atuação de um conselho estratégico, a definição de quatro comissões e o acompanhamento das atividades por consultoria especializada. O Fórum de Economia Azul também se firmou como espaço de articulação, chegando à quarta edição em 2026, enquanto o atendimento aos empreendedores contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e a participação nas ações.

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O desenvolvimento ocorre em ritmos diferentes nos municípios envolvidos. Em Rio Grande, a atuação está mais consolidada, com apoio a eventos como a Festimar e organização do Ondas da Inovação. Em Pelotas, o trabalho inclui a divulgação da atividade das Redeiras da Z3 e capacitação em artesanato azul, com o Prêmio Troféu. Em São Lourenço do Sul, após uma palestra sobre o tema, está em organização uma turma para capacitação de empreendedores. Já em Camaquã, a aproximação ocorre inicialmente por meio do diálogo com parceiros locais.

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“A proposta principal é a necessidade de mostrar com maior profundidade do que se trata a Economia Azul e como as pessoas e instituições se inserem nesse contexto”, observa Fossati. A disseminação do conceito é fundamental para que os agentes de desenvolvimento reconheçam oportunidades que vão além das atividades tradicionalmente associadas ao mar.

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A atuação também abrange iniciativas de educação, cooperação internacional e inovação. Vives destaca o apoio à estruturação da governança do Grande Pacto, a realização de ações de turismo, educação e inovação e a promoção de fóruns e seminários relacionados ao ciclo das águas. “Também integraram essa trajetória o Programa Ubuntu, voltado à capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade, a articulação de acordos internacionais entre Rio Grande, o Instituto Politécnico de Leiria e a Prefeitura de Peniche, em Portugal; além da participação do Sebrae RS na Conferência da Década dos Oceanos, no país europeu, em 2025”, complementa.

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O estímulo à inovação inclui a estruturação de programas de aceleração para startups ligadas à Economia Azul e o apoio à formação de uma agência de desenvolvimento local em Rio Grande. A proposta é aproximar empreendedores, instituições e organizações capazes de impulsionar novas oportunidades econômicas.

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A governança do Grande Pacto reúne parceiros como a Prefeitura de Rio Grande, a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a Câmara do Comércio, o Arranjo Produtivo Local (APL) Marítimo, o Sicredi e a Portos RS. “A atuação conjunta dessas instituições contribui para viabilizar iniciativas, estruturar ações e eventos, atrair investidores, mobilizar recursos e favorecer a permanência de talentos no município”, pontua Vives.

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Expansão para outras regiões

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Como próximos passos, o projeto prevê ampliar a atuação com base nos seis eixos estratégicos definidos em conjunto com o Sebrae Nacional. De acordo com Fossati, “essa orientação permitirá desenvolver ações que contemplem as diferentes dimensões da atividade e identificar novas oportunidades em outras regiões gaúchas”.

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A expansão poderá alcançar também territórios distantes da costa. Rios, recursos hídricos continentais e aquicultura integram o campo de possibilidades da Economia Azul, permitindo adaptar as iniciativas às características e às vocações de cada região. A experiência acumulada na Região Sul servirá de referência para essa ampliação.

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