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Ecossistema FoodTech ganha força com iniciativas que conectam ciência, inovação e mercado no Rio Grande do Sul

Ações do Sebrae RS reúnem startups, empresas, universidades, centros de pesquisa, investidores e poder público para transformar conhecimento e tecnologia em soluções e oportunidades para a c
Por Sebrae RS
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Ciência, tecnologia, inovação e mercado estão cada vez mais próximos dos desafios da cadeia de alimentos e bebidas no Rio Grande do Sul. Por meio do projeto FoodTech RS, o Sebrae RS articula diferentes atores do ecossistema e desenvolve iniciativas voltadas à inovação, à geração de conexões e ao acesso a novas oportunidades de negócios. Entre elas estão o FoodTech Summit, que chega à terceira edição em outubro, e o Programa de Desenvolvimento e Acesso a Mercado para Foodtechs Gaúchas, iniciado em setembro, com nove empresas selecionadas entre mais de 40 inscritas.

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O FoodTech RS vem estruturando uma agenda contínua de conexão, informação, desenvolvimento e acesso a mercado, aproximando quem produz conhecimento e tecnologia de quem possui demandas e oportunidades concretas no setor de alimentos e bebidas. Para Claudia Kuhn, analista de Inovação do Sebrae RS e gestora do projeto FoodTech RS, esse movimento marca um avanço significativo na atuação do ecossistema. “Um dos principais progressos que observamos é a transição de uma agenda pontual de evento para uma agenda permanente de conexão, informação e reflexão sobre o presente e o futuro da cadeia de alimentos e bebidas. O FoodTech RS vem ampliando sua governança e estimulando iniciativas que se mantêm além do Summit, criando condições para novas conexões, oportunidades de inovação e negócios”, afirma.

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De acordo com Claudia, a relação entre empresas tradicionais e startups ainda envolve desafios relacionados a diferentes culturas, processos, velocidades de decisão e níveis de maturidade. Ao mesmo tempo, essa conexão pode gerar oportunidades para os dois lados. O Rio Grande do Sul reúne uma cadeia de alimentos e bebidas de grande relevância e, paralelamente, universidades, centros de pesquisa, parques tecnológicos, empresas e empreendedores ligados à ciência e à tecnologia. “O papel do FoodTech RS é ajudar a criar pontes entre esses mundos, aproximando demandas reais de soluções inovadoras e estimulando relações que possam evoluir para parcerias, testes, negócios e desenvolvimento tecnológico”, explica.

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Entre as transformações que já impactam o setor estão o uso de inteligência artificial e dados, a automação, o desenvolvimento de novos ingredientes e proteínas, a biotecnologia, a sustentabilidade, a rastreabilidade, novos modelos de produção e as mudanças no comportamento do consumidor. A proposta do projeto é aproximar essas tendências da realidade dos negócios, transformando conhecimento e tecnologia em possibilidades concretas de inovação.

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Desenvolvimento de foodtechs

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Essa articulação também se materializa no Programa de Desenvolvimento e Acesso a Mercado para Foodtechs Gaúchas, que teve início em 2 de setembro, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. A iniciativa foi estruturada para apoiar foodtechs gaúchas na transformação de suas soluções em propostas de valor mais conectadas às necessidades do mercado, trabalhando aspectos como posicionamento, estratégia comercial, validação de mercado e conexão com potenciais clientes e parceiros.

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A condução é da consultora do Sebrae RS Aline Jansen, fundadora da Inovali Consultoria, doutora em Administração pela UFRGS e com experiência em inovação e desenvolvimento de startups. A programação contou com uma palestra de Mario Frota Junior, biólogo, fundador e CEO da Regenera Moléculas do Mar. A partir da experiência da empresa, criada com base em pesquisas sobre a biodiversidade marinha brasileira, ele compartilhou com as participantes aprendizados sobre os caminhos entre pesquisa científica, inovação e desenvolvimento de negócios.

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As nove empresas selecionadas atuam em diferentes frentes da cadeia de alimentos e bebidas. A Fermenta Biotecnologia desenvolve fermentos nacionais a partir de bactérias brasileiras para a produção de queijos, enquanto a Bioplix trabalha com revestimentos pós-colheita biodegradáveis para prolongar a vida útil de frutas e reduzir perdas. Já a Agrega Biotec utiliza sequenciamento de DNA e bioinformática para apoiar o controle microbiológico e a segurança dos alimentos.

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Na área de monitoramento e conservação, a ColdTag combina sensores, IoT, inteligência artificial e modelos preditivos para acompanhar a cadeia do frio e as condições de produtos perecíveis. A BioAddera desenvolve ingredientes e insumos biotecnológicos naturais para a indústria, enquanto a Ybynsect e a Nuinset trabalham com soluções baseadas em insetos, voltadas principalmente à produção de ingredientes para nutrição animal.

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Com foco no aproveitamento de recursos e na sustentabilidade, a Verde Acqua transforma resíduos agroindustriais em extratos orgânicos e bioinsumos. A TerraMares Ambiental, por sua vez, desenvolve tecnologias baseadas em microalgas e cianobactérias para aplicações no agronegócio, no saneamento e na indústria, além de participar de pesquisas relacionadas à produção de hidrogênio verde.

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Para Roger Klafke, especialista em Competitividade Setorial do Sebrae RS, a aproximação entre essas empresas e o mercado representa uma oportunidade de gerar valor a partir do conhecimento e da tecnologia desenvolvidos no Estado. “Conectar a capacidade produtiva do Estado ao conhecimento das universidades, à pesquisa científica e às foodtechs representa uma grande oportunidade para agregar valor à produção, reduzir perdas e dependências externas, desenvolver novos produtos e ampliar a competitividade da economia gaúcha”, destaca.

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Nos próximos meses, as empresas serão acompanhadas na priorização de desafios, na construção de estratégias comerciais e na geração de oportunidades com potenciais clientes e parceiros. A jornada será concluída em 3 de dezembro, às 14h, com um Demo Day na Arena Caldeira, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, destinado à apresentação das soluções e dos resultados desenvolvidos ao longo do programa.

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A iniciativa reúne empresas que trabalham em diferentes pontos do sistema alimentar e evidencia a diversidade de aplicações possíveis a partir da ciência e da tecnologia. “Essas empresas formam uma vitrine da capacidade gaúcha de transformar ciência em soluções concretas, agregar valor à produção e gerar tecnologias com potencial de inserção nos mercados brasileiro e internacional”, resume Klafke.

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O FoodTech Summit RS também integra essa agenda de conexão e mobilização do ecossistema. A terceira edição será realizada em 6 de outubro, a partir das 8h, também no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, reunindo empresas, startups, universidades, centros de pesquisa, investidores, entidades e representantes do poder público.

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De acordo com a analista, a programação aborda temas que já estão transformando o setor, como inteligência artificial, biotecnologia, novos ingredientes e proteínas, sustentabilidade, inovação, tendências de consumo, investimentos e novos modelos de negócios. Ela reforça que “a proposta é colocar diferentes perspectivas em diálogo e estimular uma reflexão sobre os caminhos que a cadeia de alimentos e bebidas precisa percorrer diante das rápidas transformações tecnológicas e de mercado”.

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Para o Sebrae RS, o desafio é fazer com que essa agenda não fique restrita ao debate. A intenção é transformar informação e conexão em movimento, oportunidades e negócios, fortalecendo a capacidade das empresas gaúchas de inovar e competir.

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“O FoodTech RS tem justamente esse propósito: aproximar os diferentes atores e criar um ambiente em que conhecimento, tecnologia e mercado possam se encontrar. O Summit é uma importante plataforma para isso, mas faz parte de uma agenda muito maior, que busca gerar conexões e oportunidades ao longo de todo o ano”, conclui Claudia.

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