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Após a NRF 2026, Sebrae RS acompanha aplicação de aprendizados no varejo infantojuvenil de Santa Maria

Doce Estilo Kids & Teens transforma referências discutidas em Nova York em mudanças no ponto de venda e na relação com clientes
Por Sebrae RS
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A participação de empreendedores gaúchos na NRF 2026, maior evento mundial do varejo, começa a se refletir em ajustes práticos no comércio local. Em Santa Maria, a loja infantojuvenil Doce Estilo Kids & Teens iniciou a aplicação de aprendizados discutidos durante a feira, a partir de uma imersão internacional promovida pelo Sebrae RS, que selecionou empresas do Estado e as levou à metrópole norte-americana para acompanhar o evento.

A iniciativa reuniu empreendedores em torno de temas como comportamento do consumidor, uso de tecnologia no varejo, experiência de compra e o papel das lojas físicas. O objetivo foi observar tendências e avaliar como elas podem ser adaptadas à realidade de micro e pequenas empresas.

Adquirida em 2018 pelos sócios Simone Yasin e Nasser Yasin Ali, a loja estruturou, a partir da participação na NRF, um conjunto de ações com implementação gradual. Entre as medidas estão a redução do volume de produtos expostos para facilitar a circulação dos clientes, a reorganização dos provadores para torná-los mais funcionais, a criação de espaços simples de acolhimento e o uso de ferramentas digitais para apoiar a equipe de vendas na sugestão de combinações de peças.

“O principal aprendizado foi entender que precisamos facilitar a experiência do cliente. Nem sempre expor mais produto significa vender mais. A feira reforçou a ideia de que organização, circulação e atendimento fazem diferença, especialmente no varejo infantil e juvenil”, afirma Yasin Ali.

Outro ponto incorporado pela empresa está relacionado à forma de se conectar com o entorno. A loja passou a pensar ações voltadas à comunidade do bairro, buscando que o espaço seja percebido para além da função comercial. O sócio acrescenta: “percebemos muito essa discussão sobre a relevância local. Começamos a olhar para a loja como um espaço que precisa dialogar com quem passa por ali todos os dias, não apenas com quem entra para comprar”.

Para Fabiano Zortéa, especialista em varejo do Sebrae RS, o retorno das imersões internacionais está na capacidade de transformar referências em decisões aplicáveis ao dia a dia dos negócios. “A NRF apresenta muitas tendências, mas o desafio está em escolher o que faz sentido para cada empresa. Quando o empreendedor consegue traduzir isso em ajustes no layout, no atendimento ou na gestão,o nosso programa de imersão atinge o objetivo”, avalia.

De acordo com o especialista, a aplicação desses aprendizados por empresas de pequeno porte demonstra que o contato com referências internacionais pode apoiar decisões mais conscientes no varejo local, respeitando as características de cada mercado e de cada negócio.