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Queijo Colonial gaúcho avança na busca por Indicação Geográfica com criação de associação

Entidade será formalizada durante a Expointer 2026, em um passo considerado fundamental para organizar produtores e estruturar o processo de reconhecimento do produto
Por Sebrae RS
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Um dos produtos mais presentes na memória e na cultura alimentar do Rio Grande do Sul começa a avançar em uma estratégia para transformar tradição em reconhecimento de origem. Durante a Expointer 2026, será assinada a ata de fundação da associação que reunirá produtores interessados em buscar a Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Colonial produzido no Estado. Com apoio do Sebrae RS, a iniciativa representa uma etapa importante na organização coletiva necessária para que o produto possa, futuramente, pleitear o reconhecimento junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

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A escolha da Expointer para a formalização da entidade reforça a visibilidade da iniciativa em um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. A 49ª edição da feira será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

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O Queijo Colonial reúne elementos que ajudam a construir uma identidade própria. A relação com o território, a produção de leite, os conhecimentos transmitidos entre gerações e a cultura das famílias rurais estão entre os fatores que diferenciam o produto. No Rio Grande do Sul, o queijo também carrega uma dimensão afetiva: é associado à memória, à identidade cultural, à tradição e ao modo de vida das comunidades produtoras.

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“O que torna o Queijo Colonial do Rio Grande do Sul especial não é apenas a receita. É a combinação de território, história, leite, saber-fazer e cultura familiar. É isso que dá ao queijo uma identidade própria”, explica Aline Balbinoto, especialista em leite e derivados do Sebrae RS.

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A criação da associação marca a passagem de uma série de iniciativas individuais para uma representação coletiva do produto e do território. Para avançar em um processo de Indicação Geográfica, é necessária uma entidade que represente os produtores envolvidos e possa conduzir o pedido e as demais etapas junto às instituições responsáveis.

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“A criação da associação é um passo fundamental porque transforma produtores que trabalham individualmente em um grupo capaz de representar um produto coletivo e um território”, destaca Aline. De acordo com ela, a entidade terá papel de interlocução com instituições como INPI, Sebrae, Emater e órgãos públicos.

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A busca pela IG também está relacionada à necessidade de proteger e valorizar uma identidade construída ao longo do tempo. A certificação pode estabelecer critérios e regras de produção vinculados ao território, fortalecendo a reputação do produto e criando condições para que os produtores trabalhem de forma coordenada em torno de uma marca territorial.

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Para Aline, o objetivo vai muito além da inclusão de um selo nas embalagens. “Buscar uma Indicação Geográfica não significa apenas colocar um selo bonito na embalagem. Para os

produtores, a IG é uma estratégia de proteção, valorização e organização de todo o território produtor”, complementa.

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A experiência de outras regiões demonstra o potencial desse tipo de reconhecimento. Uma Indicação Geográfica associa um produto ou serviço à sua origem e às características, reputação ou tradição relacionadas ao território, podendo contribuir para agregar valor, ampliar a credibilidade e fortalecer a economia local.

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No caso do Queijo Colonial gaúcho, a expectativa é que a construção desse processo também abra novas possibilidades de mercado. Com a identidade territorial formalizada e regras de produção definidas, o produto poderá fortalecer sua presença em lojas especializadas, empórios, restaurantes e iniciativas de turismo gastronômico, além de ampliar seu potencial de inserção em mercados mais exigentes.

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“A conquista da Indicação Geográfica pode representar um salto importante para o Queijo Colonial gaúcho, porque transforma uma tradição regional em um ativo reconhecido e protegido, com potencial de gerar valor econômico e reputação para todo o território”, ressalta a especialista.

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A iniciativa também acompanha um movimento mais amplo de fortalecimento das Indicações Geográficas no Brasil. O Sebrae destaca que esses processos dependem não apenas da proteção do produto, mas também da governança e da cooperação entre os diferentes atores de um território.

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O que é uma Indicação Geográfica?

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A Indicação Geográfica é um instrumento de propriedade intelectual concedido pelo INPI para identificar produtos ou serviços cuja qualidade, características ou reputação estejam relacionadas à sua origem geográfica. O reconhecimento pode proteger a identidade territorial, valorizar saberes e tradições e contribuir para ampliar a competitividade dos produtores e dos territórios. No Brasil, existem atualmente 165 IGs reconhecidas em todas as regiões do país.

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A criação da associação, portanto, não representa a conquista da IG, mas um passo necessário para estruturar o caminho até o reconhecimento. A partir da formalização da entidade, os produtores poderão avançar na organização do território, na definição das características que distinguem o Queijo Colonial gaúcho e na construção dos elementos que irão fundamentar o futuro pedido de Indicação Geográfica.

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